segunda-feira, 5 de maio de 2014

todos os caminhos vão dar ao danúbio

"Estás a gostar? Como é a cidade?". Ainda não passaram 48 horas, mas estas perguntas repetem-se constantemente na minha caixa de entrada e nas conversas no Skype. E pouco tenho para contar. Por isso, hoje é dia de ir até ao rio. De conhecer a cidade para onde me estou a mudar. E afinal, ainda tenho umas comprinhas para fazer.



Munida com as minhas armas de exploração, saí de casa de mapa na mão e com a convicção de fazer este passeio a pé. A pé consigo perceber a que distância real as coisas estão umas das outras, consigo tirar fotos, consigo parar onde quero e demorar mais dois ou três segundos a contemplar um pormenor... E também por uma questão prática, uma vez que ainda não tratei do passe de transporte e não estou familiarizada com o sistema de transportes - nem tão pouco consigo distinguir os nomes das estações e paragens. Assim que me afasto do meu prédio, percebo o paraíso que ainda me era desconhecido. Na rua do outro mora uma sopeira. Na minha moram: padarias, supermercados vários, um supermercado aberto 24 horas por dia - maravilha!, pizzarias, e, literalmente em cada esquina, o Mc Donalds e o Burguer King, por isso não se preocupem. Não vou passar fome.

 Para além desta Chinatown, como alguém lhe chamou, vivo a dois minutos da principal estação de comboios (com ligações internacionais) de Budapeste.

A tentação nunca esteve representada de tantas maneiras e tão perto. Comida e viagens. Bonito serviço. Adiante. Querem é fotos, não é? Aqui vão algumas.












As fotos ainda não são muitas. Mas somente quando regressei a casa e saltei por entre as memórias do dia é que  reparei que apreciei mais com os olhos do que com a máquina. Mas há tempo para repor.

Ah! Encontrei o ferro de engomar. Em húngaro diz-se vas. À noite o meu pai perguntou-me se o ferro era bom. Respondi-lhe que ainda não tinha experimentado, mas que a marca era "OK" e mostrei-lhe a aquisição. Devido à inversão que o vídeo sofre no processo de transmissão da imagem, o meu pai leu "KO" e perguntou-me se eu tinha a certeza da minha compra. Ri-me. E desejei em silêncio que a dualidade do nome não fosse mau presságio.



2 comentários:

  1. Boas fotografias ^^
    Consegues ler as palavras deles? Eu tentei ler as placas e soou muito mal. Não acredito que as esteja a dizer da maneira certa xD

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  2. Ler consigo. Pronunciá-las e compreender o que dizem já é outra coisa! :)

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