8 de Maio de 1945. A Europa vê um dos períodos mais negros da sua História terminar. É o fim da II Guerra Mundial.
Budapeste, 8 de Maio de 2014.
O dia começou na Szabadás tér (Praça da Liberdade). Civis, políticos, embaixadores e o exército húngaro reuniram-se para prestar uma homenagem às vítimas da II Guerra Mundial. A todas elas. As que viram assinaladas as suas mortes e as que viram a sua vida arrancada pelo período nazista. A cerimónia foi em húngaro e por isso como devem calcular as palavras passaram-me ao lado. Mas o que vi, não me passou.
A Praça da Liberdade cobriu-se de cravos (sim, os nossos cravos) e coroas de flores. Uma senhora, a quem arrisco contar oito décadas de vida, de lábios pintados com um vermelho forte, recebia abraços enquanto deixava que lágrimas lhe corressem o rosto. Volvidos todos estes anos ainda se sente mágoa (e medo?) a pairar no ar.
Soube também este mês irá ser erguida uma estátua que relembra os judeus húngaros mortos pelo domínio alemão. O espantoso é que a maior parte da população está contra esta estátua e acusa o governo de ser hipócrita, pois à data do domínio nazi, o governo húngaro terá colaborado com o exército alemão na expulsão dos judeus da Hungria.
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