sábado, 28 de junho de 2014

mestre da culinária

Por esta altura são muitos os estados de facebook que partilham orgulhosos a palavra "mestre". Ou melhor, o estatuto de mestre.

E o quê? Acham que eu ando aqui a dormir? Por aqui também há mestrias. Das grandiosas. Mestrias gigantes, numa cozinha de quatro metros quadrados (que parecem dois).




Para mostrar como a comida portuguesa é boa e para desenjoar da paprika e pasta que tem controlado o menu, na passada quinta-feira organizei um pequeno jantar. Como peixe fresco não existe, cozido à portuguesa está fora de questão e bitoque pareceu-me muito básico, optei por arroz de pato tostado no forno.

Para a sobremesa arrisquei em pastéis de nata (com leite de soja, claro) e foram a sensação e conquista da noite. Comi uns 7.

A última foto regista a sobremesa de hoje (para acabar com a massa que sobrou) e ainda está ali a alourar no forno. Strudel de maçã e strudel de banana.





Ainda não comprei bilhete de avião de volta. Por este andar, e com a Liliana que estou a desenvolver na cozinha de Budapeste, irei voltar a rebolar.





segunda-feira, 23 de junho de 2014

budapeste depois da meia-noite


Hoje os céus estão chateados, ou felizes, nunca sei. Está a trovejar imenso lá fora, depois de um dia com temperaturas acima dos 30ºC e céu limpo.

Mas também há noites onde são as luzes da cidade que nos iluminam (não os trovões). Podem confirmar:

Nyugati station - estação de comboios



Nyugati station - fachada da estação de comboios

(tem o Mc Donalds mais bonito onde já entrei)



Buda visto de Peste - a inclusão do lixo e bicicletas não é descuidada



Parlamento húngaro



Parlamento húngaro II



Chain Bridge (a ponte dos leões, com o castelo de Buda a espreitar)




Viagens de carruagem, viagens no tempo



Chamam-lhe "princesinha de Budapeste". Uma princesa sem vestido ou maquilhagem. Ar de maria rapaz e chapéu de bobo de corte. Um das mil e uma estátuas de Budapeste.






portugal no coração e na televisão

A meia-noite nem tem tempo de se instalar: Nani marca.

Agora é manter (ou aumentar) o resultado, que preciso desta energia para o trabalho que está aqui deste lado.

Coisas boas da febre do Mundial: a responsabilidade do trabalho por fazer prendeu-me em casa, mas a vontade de ver o jogo pôs-me a procurar mais canais na televisão - e ir para além dos que a minha colega me tinha mostrado. Há um sem número de canais que não sabia que existiam. Estava presa a 4. Dei a volta a todos os canais. Não os contei, mas são mais para quatro dezenas do que quatro unidades.




(As séries e filmes continuam a ser dobrados, mas com mais oferta pode ser que tenha sorte de encontrar algumas versões originais, em inglês. Benditas legendas portuguesas.)

sábado, 21 de junho de 2014

chá das cinco

É sábado e eu com toneladas de trabalho. Já que tem de ser feito, que seja numa atmosfera agradável. Por  isso decidi procurar um café com wifi. E vim aqui parar.





É um café super amoroso. O sitio ideal para passar uma tarde de sábado de trabalho, com mais nuvens do que sol. 
E depois uma pessoa não resiste e pede coisas destas para comer - para fugir um bocado à comida húngara.

Porque o pequeno-almoço inglês é à hora que eu quiser. 



A repetir. O café e o menu.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

e para acompanhar... banha.


Apresento-vos um dos snacks tipicamente húngaros. Zsíros kenyér. Ou como eu lhe chamo: pão com banha. Porque é disso que se trata. Banha barrada no pão e com cebola por cima para acompanhar.





Conhecem aquela expressão de "dois segundos na boca, duas décadas nas ancas"?. Não consegui pensar noutra coisa a cada dentada que dava. Juro que senti a banha a alojar-se no meu corpo confortavelmente e tenho para mim que ainda lá está, apesar desta foto ter semanas. Creio que foi daquelas once in your life experiences. Não é que saiba mal. Mas sabe ao mal que faz.



atum por caviar

#viver na Hungria

Já vos tinha dito que o atum era caro, não já? E provavelmente também já vos tinha dito que até está protegido em caixas de plástico semelhantes às que se encontram em telemóveis, dvds, jogos e cd's, para evitar o roubo.

E pronto. Isto é um supermercado normal na Hungria. Caixas de atum a preço de caviar, protegidas num forte de armadilhas anti-roubo. Por outro lado também pode ser a Hungria a preparar-se para um cenário apocalíptico em que as conservas precisam de estar protegidas para garantir que não são destruídas quando forem a única coisa a restar como mantimento.

Massa com atum? Sandes de atum? Comida de estudante? Poupar uns trocos? Amigos, esqueçam isso aqui. Não me mandem chocolate. Mandem atum.




Estou a brincar. Enviem os dois.




purple rain


Entretanto nos últimos dias, aborreci-me e pintei o cabelo de roxo.



A sério.



Foi uma estreia a pintar o cabelo. A mim própria e em casa sozinha. Quase que me safei sem problemas. Não fosse ter tido a ideia genial de pousar a toalha do cabelo em cima da cama - que tem uma colcha branca. A toalha, húmida, ainda tinha tinta que sai sempre nas primeiras lavagens. E passou para a colcha. Arranquei-a da cama - para que não tivesse tempo de criar uma amizade proíbida com aquela mancha rosa - e enfiei-a na máquina de lavar. Um programa delicado e muito detergente depois, quase abracei a máquina ao tirar a colcha impecavelmente branca para fora. 


(E depois não tenho tempo para o blogue.)

14 de Junho de 2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

E tudo o HP levou


Como expliquei, fiquei sem todas as fotos que tinha tirado nos primeiros tempos. O que me resta são alguns edíficios ou detalhes que fotografei com o telemóvel no meu dia-a-dia.

Mas virá uma segunda ronda. 





















RIP Harry Potter

Depois de muitas ameaças, o meu computador procurou o descanso eterno. E com ele, por enquanto, foram todos os arquivos e fotos que tinha. Portanto não tenho as fotos dos primeiros passeios para as partilhar aqui com vocês. As que tenho agora são pouquíssimas mas irei fazer um post para as mostrar.

Ficar sem computador noutro país não é bom. Não sei se já experimentaram, mas não é. Não desejo isso nem aos meus inimigos. (Ou se calhar desejo um bocadinho.)

É horrível. Levei o meu bebé a uma loja de reparações que um português que conheci umas semanas antes me aconselhou, por falarem inglês. Lá ouvi o que não queria. "Não vale a pena. Compra outro. Este está mais que acabado e não vale a pena reprá-lo. Será caro e temporário. Muito, muito temporário", disse.

Perguntei-lhe onde me aconselhava comprar um substituto com maior urgência possível. Trabalhar para o curso e escrever artigos no meu telemóvel era completamente impossível. O computador é a minha ferramenta principal de trabalho. E não podia passar muito tempo sem ele. Só de tocar no ecrã do telemóvel para responder a mensagens já me deixava os nervos em franja.

"Na Hungria? Não compres na Hungria. Os computadores aqui são muito caros porque temos uma taxa para a informática...", respondeu-me. E continuou. Mas o meu cérebro estagnou no "não compres na Hungria". Como não compro na Hungria?! Vou comprar à Croácia? "Sim, por exemplo. Ou Áustria", acrescentou. Teimosa, decidi experimentar a minha sorte num par de lojas, incluindo a Media Markt. Oferta? Inexistente. Não encontrei 1/4 dos modelos e marcas que se encontra na Fnac ou Worten - ou mesmo Media Markt Portuguesa. E os preços? Inflaccionados. Não faz sentido.

Drama, drama later e com uma boa ajuda de uns amigos e do meu irmão lá consegui encontrar o modelo ideal. O génio da informática da família, o Ed, tratou de o preparar para mim e apetrechou-o com tudo o que eu precisava.

A minha mãe apretrechou a caixa com uma bandeira e o meu pai enviou-o. Com o aviso de que chegaria no dia seguinte. Acordei por volta das 7 horas da manhã e não aguentei o nervosismo do serviço de entregas húngaro e um estado de facebook de um professor da faculdade partilhado na noite anterior (talking about timming) sobre o mau funcionamento de empresas de distribuição vs o serviço de CTT - no qual eu me tinha recusado a confiar - e fui para a rua, esperar o carteiro. Literalmente. Sentei-me no chão do outro lado, com o coração aos pulos cada vez que via uma carrinha de entregas ou alguém com caixas.

É complicado. A minha morada diz apartamento número 31, a campainha tem outro nome e toca através do 24. Como é que o carteiro ia saber disto?! E ninguém ia recusar um computador novinho, certo? À distância de uma assinatura. Quatro horas e meia depois vi finalmente um rapaz a dirigir-se com uma caixa nas mãos ao número 11 da rua. Atravessei a estrada a correr, cheguei ao pé dele e perguntei-lhe: "Liliana?"

Olhou para o papel que trazia consigo durante dois segundos. "Yes!".
Foi o "yes" mais reconfortante que ouvi até hoje. Peguei na caixa, assinei, troquei umas peocupações de cliente satisfeita e corri quatro andares até ao apartamento.




Pulei e cantarolei alto de alegria. Ninguém me percebe, de qualquer das formas.

Chegou são e salvo. A bandeira também.


9 de Junho de 2014

resumo das últimas semanas

Como alguém me fez notar, foi uma semana "muito longa". De facto foi. E ainda bem. Adiei recomeçar a escrever porque queria fazê-lo descrevendo os dias de uma forma cronológica  e quando iria pegar lembrava-me que tinha histórias para trás para procurar. Mas saltemos isso e foquemos-nos no essencial.

Vou cortar uns bons dias. Os mais curiosos podem perguntar-me o que estou a manter para mim. E pode ser que eu conte.

Entretanto, já fiz muito refugado desde a última vez que usei "azeite cru" - ora aí está uma expressão que nunca pensei usar - em frente à minha colega de casa. Mais de um mês.

Long story short: (alguns pontos terão direito a mais caracteres no futuro)
- Conheci malta portuguesa. De uma maneira engraçada. E voltei a encontrá-los. No dia do meu aniversário, no meio de uma das mil ruas de Budapeste. Um pedaço de um filme do Woody Allen nos meus dias por estas ruas que beijam o Danúbio.
- Já dei os meus passeios.
- Estou a frequentar um curso de Data Journalism. Basicamente consiste em aprender ferramentas e truques que me ajudem a reproduzir artigos e reportagens com base em relatórios públicos de empresas, ONG's ou do Governo. Está a ser imensamente interessante, mas me está a consumir os neurónios de uma forma a que já não estava habituada.
- Desisti de tentar curso de húngaro. Tentei com a única escola que me apresentava preços razoáveis e adiaram constantemente a inscrição por falta de alunos e eu fartei-me.
- O amor da minha vida, o meu melhor amigo morreu foi-se para sempre. Foi uma relação de sete anos que se desvaneceu num ecrã preto que teimava mostrar o que tinha. Tentei remediá-lo. Fiz tudo o que pude e o que não pude. Disseram-me que o melhor era seguir em frente e que ele não valia a pena. Foi o que fiz. RIP Harry Potter. Olá ASUS.
- Já publiquei no jornal.
- Tive um maravilhoso dia de aniversário, que tem direito a texto mais descritivo daqui a pouco.
- Revi uma amiga de Erasmus que não via há mais de dois anos.
- Combinei viagens com amigos
- Vou ter uma visita especial e parte de mim está ansiosa por Agosto. A outra está a levar a mão à cara em desespero (só uma, porque senão não conseguia escrever), por o tempo estar a passar tão rápido e ainda haver um mundo de coisas por descobrir e fazer.