quinta-feira, 6 de novembro de 2014

this is perfectly imperfect

“If all cosmos were the same distance apart, gravity would pull them all in the same direction. They’d remain perfectly aligned, and precisely nothing would happen. Irregularity, imperfection, and lack of order in hydrogen compacts, atoms of gas gravitating away from each other, and compressed temperatures is what created our universe. Perfection in our galaxy simply does not exist. Without imperfection, neither you nor I would exist.” — Into The Universe with Stephen Hawking: The Story of Everything


(Fora do âmbito do blogue, mas achei que devia partilhar. Porque há viagens que se fazem sem sair do nosso quarto.)



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

em viagem

Em viagem, quanto mais peço às pessoas para me tirarem uma foto, mais chego à conclusão de que o tripé foi um óptimo investimento.

É que nem explicando EM PORTUGUÊS as pessoas compreendem que se eu me quisesse ver apenas a mim recorreria a um espelho.

Enquadramento gente, enquadramento.





domingo, 7 de setembro de 2014

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

nuvens que se mexem

Duas da manhã e muita leitura ainda pela frente. Em frente ao teclado, uma caneca de café já frio. Já perdi a conta das vezes que a (re)enchi hoje. Neste ponto, tenho mais café do que sangue no corpo.

Eis que recebo uma mensagem de uma senhora húngara que alega ter uma história para mim. Continuo a ler, curiosa.

A história remonta a 1991 (esboço um sorriso, afinal 91 foi um bom ano, excelente colheita a 12 de Junho).
Prossigo.

A senhora, que escreve num inglês básico explica que foi "escoltada" até casa por duas nuvens e aprofunda o assunto num documento que me envia com os seus dados, a história completa (em húngaro) e uma foto sua.


Ok. Já chega por hoje.




Cada país tem a Senhora das Torres do Técnico que merece.
É um facto, nada bom acontece depois das 2 horas da manhã.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

coração dividido e contagem final

Ter os meus pais e irmão aqui comigo foi o pior e o melhor de dois mundos.

Vista para Buda, junto ao Parlamento húngaro

Agora é todo um turbilhão de emoções novamente. Quase tantas como no início. Mas desta vez, o meu coração aperta também por Budapeste. E pela ideia de ir embora.

A minha mãe está mais preocupada do que nunca. Viu o meu dia-a-dia, onde morava, como me mexia na cidade e assustou-se. Não só com medo de que algo me aconteça no meio da azáfama deste país que ela percebe agora quão diferente é (nem que seja pelo desafio da língua), como também por lhe ter caído em consciência que assim estive durante 4 meses, sozinha. Tem sentimentos agri-doces em relação à minha independência e reclama ao jeito de mãe que já não sei viver com companhia.



Vamos confirmar isso em menos de um mês. Que o sol ainda esteja por Portugal quando eu aterrar. Se há coisa que eu sinto tanta falta como a minha família e amigos é de um dia na praia, com areia - não pedras, a ouvir as ondas a bater lá ao fundo, de sentir a pele salgada e o cabelo ainda mais encaracolado . Da chouriça, broa e bolo de pesseira já matei saudades. O mar não coube na mala.




domingo, 24 de agosto de 2014

noites felizes



Ainda não tinha fotos à turista e quando encontrei este rapaz giro na rua pedi-lhe para tirar uma foto comigo.
Ele adorou a ideia. Vejam só a cara de felicidade.

Ou então teve só uma noite péssima. Se calhar adormeceu ao computador, enquanto a irmã ocupou todo o sofá (que deveria ter sido transformado em sofá-cama), vendo-se obrigado a dormir numa poltrona demasiado pequena para os seus 17 anos e muitos centimetros. Talvez só tenha conseguido algum descanso quando acordou a irmã (minorca, apesar de seis anos mais velha) lá para as 7 horas da manhã quando já não aguentava mais o desconforto das dores e balbuciando apenas: "Acorda. Troca.".


Mas é só um palpite.








sábado, 23 de agosto de 2014

Os próximos inquilinos vieram aqui ver o meu apartamento.
Assim que viram a bandeira de Portugal, gritaram: CRISTIANO RONALDO!

Quando é que alguém vai gritar ATM ou Via Verde?

Afinal, também são exportações nossas...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014


Crystal Fighters, La Roux e Calvin Harris.

Foi assim que começou a minha semana (que coincidiu com o final do Sziget, também conhecido como o melhor festival do mundo). Os dois primeiros deixaram-me sem voz. Tãããão bons.

Aqui conto-vos os concertos principais, mas o melhor é todo o mundo para lá dos concertos. O texto está escrito, é esperar que seja publicado nos próximos dias. As fotos também são minhas. O possível de se fazer com a minha Canon compacta.






quarta-feira, 20 de agosto de 2014

"Histórias para breve".

Mas por que é que eu ainda acho que vou ter tempo?

O Sziget foi (é) o melhor festival de sempre. Curiosos? Espreitem aqui:

1) http://www.espalhafactos.com/2014/08/15/sziget-festival-amor-a-primeira-visita/
2) http://www.espalhafactos.com/2014/08/15/sziget-festival-em-budapeste-o-problema-e-a-humidade/


O resto ainda estou a escrever. É dificil escrever atempadamente sobre um festival que é - literalmente - 24/7. E pelo meio houve farmácias, doenças, perdas de cartões e dinheiro, emails ao médico, ameaças de idas ao hospital, comprimidos, visitas guiadas e cenas de "isto só me acontece a mim".




Mas diz que vou ser chefe de qualquer coisa e apaixonar-me loucamente. Nem tudo é mau.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ui, que semana do caraças está a ser. Pelas piores razões.


Se isto continuar assim vou ter de voltar para Portugal mais cedo. Sem brincadeiras.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

eu quero ir para a ilha!

O Festival Sziget já mexe. E eu já me mexi nele, estreando-me ao ritmo de Blink 182!





Amanhã conto-vos como foi o primeiro dia. Mas posso levantar um bocadinho do véu: estão a ver todos os festivais que conhecem? Ok, o Sziget é só 10 milhões de vezes melhor que qualquer um deles.





sábado, 9 de agosto de 2014

play at pause

As últimas semanas têm preenchido uma agenda que se tem refletido numa bagagem de experiências, memórias e aventuras cada vez maior. Revi amigos, conheci meia dúzia de cidades e mais dois países, experimentei comida deliciosa e comida horrível, mergulhei com peixes que pensei que só veria em livros de Ciências Naturais do 6º ano e dormi num carro.

Nem sei onde tinha a cabeça quando ponderei criar dois blogues: um em português e um em inglês - a pedido de alguns amigos que não partilham a língua de Camões.  Hoje ainda tenho de preparar a entrevista de amanhã. E falar com a senhora minha mãe no skype. O meu cansaço acumulado deixou-me adormecer sem lhe conseguir mandar uma mensagem a confirmar a minha chegada em segurança a casa, o que lhe garantiu uma noite muito mal dormida.


E o estágio? Perguntam vocês. O último trabalho foi este. Saiu no mesmo dia que eu me enfiei num comboio para dar um salto à Croácia e à Eslovénia. Fotos e histórias disso para breve. A próxima reportagem sairá lá para o final do mês. Mas não vou estar parada.

A próxima semana vai ser do caraças. Preparem-se, que eu também.



Ljubljana, Eslovénia



domingo, 3 de agosto de 2014

toma lá que já almoçaste

Ao passear na rua Váci, umas das principais ruas do centro da cidade, sou interceptada por um dos muitos empregados dos restaurantes que enchem a rua e que nos convidam a entrar.

Na casa dos vinte e poucos. Giro.




- Gostaria de experimentar alguma especialidade húngara?
- Não, obrigada, já almocei - respondi-lhe, com a simpatia de alguém que sabe o que é ter de falar com um público que não quer saber do que temos para dizer.

Achei que ia parar ali. Mas ele contra-atacou com grande pinta:

- E que tal um namorado húngaro?


Made my day.

terça-feira, 15 de julho de 2014



Então não é que se eliminarmos os álbuns AUTOMATICAMENTE criados no nosso perfil Google+, desaparecem as imagens do blogue, neste domínio?!!!





segunda-feira, 14 de julho de 2014

vive la france

Também se deve escrever nos dias maus, não é?

Que dia dos demónios. Hoje o mundo acordou do contra. Aliás, corrijo: acordou contra mim, para ser especifica. Parece que os revolucionários franceses pegaram em armas e decidiram atacar.

Ainda lhes expliquei que até tenho família em França. Paris! (Apesar de nunca ter ido à Disneyland - "É para o ano!", "É a para o outro!", "Para quê a pressa? Não vai acabar agora...", "O quê? São as celebrações dos 20 anos e por isso vão ter desfiles e diversões especiais que te fariam ridiculamente feliz?!". Ok, já perceberam a ideia).

- Não completei nem 4 horas e meia de sono.
- As fontes estão a fazer-se de difíceis.
- Tentei ir às compras. Tarefa falhada: É difícil ser-se alérgico ao leite na Hungria. Não há manteiga de soja num raio de 10 kms. E nem pensar que vou voltar ao paté de fígado do que-quer-que-aquilo-seja.
- Não me venderam o passe mensal de transporte porque são uns otários.
- Estive uns 40 minutos numa fila para depois confirmar que as informações que me deram estavam incompletas.
- Deram-me cabo da programação perfeita da primeira semana de Agosto.
- O saco do lixo rebentou e com o calor que está a cozinha ficou com um aroma espectacular a citrinos (podres).

E isto foram as partes boas do dia.






E nem o wareztuga me ajuda. Vá lá, disponibilizem o episódio (que está atrasado uma semana) para a viciadona em PLL.


domingo, 13 de julho de 2014

#Viver em Budapeste

Coisas das quais aprendi a gostar desde que vim para Budapeste:

- Chuva de Verão.

Antes ficava super aborrecida por as nuvens e água me estragarem os planos. Agora abro as janelas e afasto as cortinas. Está tanto calor que estas surpresas que irrompem por um dia sem nuvens e de um sol quente não são menos do que perfeitas.




Sim, vou ter de alterar os planos para hoje. Mas o cheiro das gotas de verão compensa.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

arredores de Budapeste


Há umas semanas fui a Szentendre. Uma pequena cidade, nos arredores de Budapeste, com aspecto de vila e dona de um charme encantador.

Para lá chegar: uma viagem de 15 kms à distância de um comboio e 155 HUF (cerca de 0,50 cêntimos).
Para nos receber: museus, galerias de arte, casas de doces, gelados, e todas as iguarias húngaras que queiram experimentar. Todos eles, em ruas estreitas e de estilo barroco e com um pedaço de cultura sérvia, alemã, eslovaca e romana. 

Vale a pena reservar algum tempo para as fotos expostas no túnel que liga a estação de comboios à cidade. Não as contei, mas chegam concerteza às quatro casas decimais e perpetuam retratos, cerimónias religiosas, quotidiano, história e estórias.

Aqui ficam algumas imagens. (Acho que dá para perceber que adoro detalhes.)






By Zsanett Hanol





jogos de tabuleiro que nunca vi na vida








































upside down


"You know what' s worse? I don't know what it's right."*
Zsanett Hanol


* "Sabes o que é o pior? Eu não sei o que é certo."

São tardes de domingo a filosofar com a Zsanett. A frase é dela, os pés são meus, o mundo é nosso. E está de pernas para o ar.


picnic time

Temperaturas acima dos 30º graus ao domingo convidam para um picnic. E a Zsanett convidou-me a mim também. Não há como negar. O local escolhido foi Kopaszi gát, à beira do Danúbio, com Peste no horizonte. 

Houve fruta, snacks húngaros, bolachas de cacau, sandes de paté de fígado (que eu comprei convencida que era paté de atum, ou coisa parecida) e formigas, muitas formigas.









Zsanett, psicóloga, filósofa e fotógrafa nos tempos livres














sábado, 5 de julho de 2014

supercalifragilisticexpialidocious

Ontem, sexta-feira, dia 4 de Julho assisti ao mais belo espectáculo que os meus olhos já tiveram oportunidade de presenciar. Uma montanha de emoções e surpresas que me deixaram de boca aberta. As surpresas superavam-se uma a outra com regularidade e ferverência tal que se a figura de chapéu peculiar que dominava o palco me visse diria algo como:

"Close your mouth, please, Lily. We are not a codfish."

Já advinharam?

Falo-vos da famosa baby-sitter cujos peculiares métodos para resolver problemas incluem "colheres de sopa de açúcar". Mary Poppins, um dos maiores e intemporais espectáculos musicais. A palavra espectáculo ganhou a noite passada todo um novo sentido. Doravante cuidarei de categorizar de espectáculo com maior atenção e reflexão. É o mínimo que a fantástica produção de ontem merece.


O elenco é absolutamente formidável. As palmas concentraram-se, naturalmente, na actriz principal, no papel de Mary Poppins, que para mim tinha a tarefa de se comparar à maravilhosa e premiada Julie Andrews. Não me desiludiu. Mas a aclamação concentrou-se também nas duas crianças, no papel de Jane e Michael, e na Miss Andrews, cuja curta prestação se concentrou na sua enorme voz e projecção que conquistaram toda a sala, apesar do ar pouco simpático - mas extremamente cómico - da sua personagem.



Uma boa peça de teatro é feita de bons actores. Mas um musical é feito de muito mais. O guarda-roupa é completamente soberbo, não fosse esta produção fruto de uma parceria com  a Disney. Os cenários giratórios, de casas gigantes a emergirem do palco, de estrelas incorporadas em casacos dos personagens, e projecções interactivas - com que o Bert nos ilude na famosa cena de pintura no parque. As ilusões de vassouras voadoras, portas que se fecham e abrem com um olhar de Mary Poppins, ramos de flores a surgirem do nada, músicas que nos desafiam a olhar para o céu e luzes que apontam estrelas para o público. Tudo isto com um jogo de luzes e coreografia que não nos deixam ver um único fiozinho que quebre a magia. E viajamos com o chapéu para um universo onde tudo é possível.



[A única coisa a apontar são as falhas nas legendas em inglês, que muitas vezes não estavam sincronizadas com o desenrolar da acção. Mas o que importa isso para alguém que sabe as falas de cor? E garanto-vos que a imersão é de tal forma intensa que o facto de acontecer numa das mais díficeis línguas do mundo torna-se secundário.O que a torna "practically perfect in every way".]


Quando chega a hora de Mary Poppins partir e achamos que já vimos de tudo, a peça encerra com a Mary Poppins a "voar" por cima do público, levando miúdos - e quem é que eu ainda estou a tentar enganar? - corrijo: levando TODA a sala ao rubro. Eu acreditei que isto estava a acontecer. That's quite something, hun?



Deixo-vos um vídeo onde poderão ver alguns excertos da peça, com algumas mudanças no actual elenco, mas que abre o pano para os truques com as vassouras e objectos voadores e para o cenário e guarda-roupa.




A sala de espectáculos acolhe ainda musicais com nomes tão sonantes como eles próprios. Mamma Mia!, Cats e O Fantasma da Ópera são alguns dos cartazes que convidam todos os que passam por Budapeste a esta experiência magnifica da Broadway no Leste Europeu.




E por mais que eu o tente descrever, não há palavras suficientes. Ou talvez exista uma em particular...









sexta-feira, 4 de julho de 2014

adeus carne


Esta é a história de como me tornei vegetariana na Hungria. É uma história curta. Aconteceu esta manhã, quando a minha amiga Alexandra me enviou notícias "fresquinhas" de Portugal.

Foi encontrado ANTHRAX em carne congelada, aqui, na Hungria.

A minha amiga húngara diz que é na parte Este da Hungria, mas aconselha-me a não arriscar e a comer outra coisa qualquer que não carne de vaca. Pois bem, eu digo: nada de carne de todo.


A-C-A-B-O-U!







Já não bastava não haver peixe e agora tiram-me a carne.

Para não falar de que continuo a comprar bolos que penso serem de chocolate e não são.




quinta-feira, 3 de julho de 2014

50 - 50


Já passaram dois meses.

Castelo de Leiria VS Parlamento Húngaro, Budapeste

Hoje comi peixe pela primeira vez em dois meses e o meu estômago não gostou. Não sei se já não sabe o que é peixe e rejeitou, ou se por outro lado - esta hipótese parece-me mais plausível - sabe bem o que é peixe e sabe que esta amostra húngara que eu lhe dei em nada se equipara ao nosso peixinho fresquinho português.


Tenho saudades de Lisboa, mas também tenho muitas saudades de Leiria. E da comidinha dos deuses. E dos bolinhos da minha avó. E do meu irmão adolescente. E da família toda. E das primocas bebés e dos primos emprestados. Do Castelo e das minhas amigas do trabalho.


Já só faltam dois meses.
E já tenho saudades de Budapeste também.

miss T-Shirt molhada

Hoje é quinta-feira, dia de reunião da equipa da publicação alemã do Budapest Times. Sento-me numa secretária livre e tento ser o mais discreta possível. Vou retirando as minhas coisas da mala uma a uma. Enquanto o faço, sorrio mentalmente, a pensar no musical da Mary Poppins de amanhã e equaciono a utilidade que daria à famosa mala da personagem. Tiro o computador, tiro a garrafa de água. Pouso e arrumo os óculos de sol e substituo-os pelos óculos de trabalho. Ainda mergulhada no mundo da Poppins bebo um pouco de água para recuperar do calor que apanhei no caminho.

Não sei se já vos disse, mas digo-vos agora. Estas garrafas de água são as piores. Têm a pior qualidade de sempre. O plástico é de uma espessura extremamente fina e frágil, o que as torna altamente maleáveis. E com isto, tornam-se perigosas de manusear por uma miúda com a cabeça nas nuvens e universo da Disney e uma sala cheia de gente.


Podem imaginar o que aconteceu. 



quarta-feira, 2 de julho de 2014

memória de peixinho dory


Vou começar a escrever todos os dias na agenda.

Vou começar a escrever todos os dias na agenda.
Vou começar a escrever todos os dias na agenda.
Vou começar a escrever todos os dias na agenda.
Vou começar a escrever todos os dias na agenda.


Todos os dias. Todas as coisas. Todos os compromissos. Toda a lista de compras. Todos os emails enviados e por enviar. Os bilhetes por comprar. Os concertos agendados. Tudinho.





E por hoje é isto.

sábado, 28 de junho de 2014

mestre da culinária

Por esta altura são muitos os estados de facebook que partilham orgulhosos a palavra "mestre". Ou melhor, o estatuto de mestre.

E o quê? Acham que eu ando aqui a dormir? Por aqui também há mestrias. Das grandiosas. Mestrias gigantes, numa cozinha de quatro metros quadrados (que parecem dois).




Para mostrar como a comida portuguesa é boa e para desenjoar da paprika e pasta que tem controlado o menu, na passada quinta-feira organizei um pequeno jantar. Como peixe fresco não existe, cozido à portuguesa está fora de questão e bitoque pareceu-me muito básico, optei por arroz de pato tostado no forno.

Para a sobremesa arrisquei em pastéis de nata (com leite de soja, claro) e foram a sensação e conquista da noite. Comi uns 7.

A última foto regista a sobremesa de hoje (para acabar com a massa que sobrou) e ainda está ali a alourar no forno. Strudel de maçã e strudel de banana.





Ainda não comprei bilhete de avião de volta. Por este andar, e com a Liliana que estou a desenvolver na cozinha de Budapeste, irei voltar a rebolar.





segunda-feira, 23 de junho de 2014

budapeste depois da meia-noite


Hoje os céus estão chateados, ou felizes, nunca sei. Está a trovejar imenso lá fora, depois de um dia com temperaturas acima dos 30ºC e céu limpo.

Mas também há noites onde são as luzes da cidade que nos iluminam (não os trovões). Podem confirmar:

Nyugati station - estação de comboios



Nyugati station - fachada da estação de comboios

(tem o Mc Donalds mais bonito onde já entrei)



Buda visto de Peste - a inclusão do lixo e bicicletas não é descuidada



Parlamento húngaro



Parlamento húngaro II



Chain Bridge (a ponte dos leões, com o castelo de Buda a espreitar)




Viagens de carruagem, viagens no tempo



Chamam-lhe "princesinha de Budapeste". Uma princesa sem vestido ou maquilhagem. Ar de maria rapaz e chapéu de bobo de corte. Um das mil e uma estátuas de Budapeste.