sexta-feira, 29 de agosto de 2014

coração dividido e contagem final

Ter os meus pais e irmão aqui comigo foi o pior e o melhor de dois mundos.

Vista para Buda, junto ao Parlamento húngaro

Agora é todo um turbilhão de emoções novamente. Quase tantas como no início. Mas desta vez, o meu coração aperta também por Budapeste. E pela ideia de ir embora.

A minha mãe está mais preocupada do que nunca. Viu o meu dia-a-dia, onde morava, como me mexia na cidade e assustou-se. Não só com medo de que algo me aconteça no meio da azáfama deste país que ela percebe agora quão diferente é (nem que seja pelo desafio da língua), como também por lhe ter caído em consciência que assim estive durante 4 meses, sozinha. Tem sentimentos agri-doces em relação à minha independência e reclama ao jeito de mãe que já não sei viver com companhia.



Vamos confirmar isso em menos de um mês. Que o sol ainda esteja por Portugal quando eu aterrar. Se há coisa que eu sinto tanta falta como a minha família e amigos é de um dia na praia, com areia - não pedras, a ouvir as ondas a bater lá ao fundo, de sentir a pele salgada e o cabelo ainda mais encaracolado . Da chouriça, broa e bolo de pesseira já matei saudades. O mar não coube na mala.




domingo, 24 de agosto de 2014

noites felizes



Ainda não tinha fotos à turista e quando encontrei este rapaz giro na rua pedi-lhe para tirar uma foto comigo.
Ele adorou a ideia. Vejam só a cara de felicidade.

Ou então teve só uma noite péssima. Se calhar adormeceu ao computador, enquanto a irmã ocupou todo o sofá (que deveria ter sido transformado em sofá-cama), vendo-se obrigado a dormir numa poltrona demasiado pequena para os seus 17 anos e muitos centimetros. Talvez só tenha conseguido algum descanso quando acordou a irmã (minorca, apesar de seis anos mais velha) lá para as 7 horas da manhã quando já não aguentava mais o desconforto das dores e balbuciando apenas: "Acorda. Troca.".


Mas é só um palpite.








sábado, 23 de agosto de 2014

Os próximos inquilinos vieram aqui ver o meu apartamento.
Assim que viram a bandeira de Portugal, gritaram: CRISTIANO RONALDO!

Quando é que alguém vai gritar ATM ou Via Verde?

Afinal, também são exportações nossas...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014


Crystal Fighters, La Roux e Calvin Harris.

Foi assim que começou a minha semana (que coincidiu com o final do Sziget, também conhecido como o melhor festival do mundo). Os dois primeiros deixaram-me sem voz. Tãããão bons.

Aqui conto-vos os concertos principais, mas o melhor é todo o mundo para lá dos concertos. O texto está escrito, é esperar que seja publicado nos próximos dias. As fotos também são minhas. O possível de se fazer com a minha Canon compacta.






quarta-feira, 20 de agosto de 2014

"Histórias para breve".

Mas por que é que eu ainda acho que vou ter tempo?

O Sziget foi (é) o melhor festival de sempre. Curiosos? Espreitem aqui:

1) http://www.espalhafactos.com/2014/08/15/sziget-festival-amor-a-primeira-visita/
2) http://www.espalhafactos.com/2014/08/15/sziget-festival-em-budapeste-o-problema-e-a-humidade/


O resto ainda estou a escrever. É dificil escrever atempadamente sobre um festival que é - literalmente - 24/7. E pelo meio houve farmácias, doenças, perdas de cartões e dinheiro, emails ao médico, ameaças de idas ao hospital, comprimidos, visitas guiadas e cenas de "isto só me acontece a mim".




Mas diz que vou ser chefe de qualquer coisa e apaixonar-me loucamente. Nem tudo é mau.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ui, que semana do caraças está a ser. Pelas piores razões.


Se isto continuar assim vou ter de voltar para Portugal mais cedo. Sem brincadeiras.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

eu quero ir para a ilha!

O Festival Sziget já mexe. E eu já me mexi nele, estreando-me ao ritmo de Blink 182!





Amanhã conto-vos como foi o primeiro dia. Mas posso levantar um bocadinho do véu: estão a ver todos os festivais que conhecem? Ok, o Sziget é só 10 milhões de vezes melhor que qualquer um deles.





sábado, 9 de agosto de 2014

play at pause

As últimas semanas têm preenchido uma agenda que se tem refletido numa bagagem de experiências, memórias e aventuras cada vez maior. Revi amigos, conheci meia dúzia de cidades e mais dois países, experimentei comida deliciosa e comida horrível, mergulhei com peixes que pensei que só veria em livros de Ciências Naturais do 6º ano e dormi num carro.

Nem sei onde tinha a cabeça quando ponderei criar dois blogues: um em português e um em inglês - a pedido de alguns amigos que não partilham a língua de Camões.  Hoje ainda tenho de preparar a entrevista de amanhã. E falar com a senhora minha mãe no skype. O meu cansaço acumulado deixou-me adormecer sem lhe conseguir mandar uma mensagem a confirmar a minha chegada em segurança a casa, o que lhe garantiu uma noite muito mal dormida.


E o estágio? Perguntam vocês. O último trabalho foi este. Saiu no mesmo dia que eu me enfiei num comboio para dar um salto à Croácia e à Eslovénia. Fotos e histórias disso para breve. A próxima reportagem sairá lá para o final do mês. Mas não vou estar parada.

A próxima semana vai ser do caraças. Preparem-se, que eu também.



Ljubljana, Eslovénia



domingo, 3 de agosto de 2014

toma lá que já almoçaste

Ao passear na rua Váci, umas das principais ruas do centro da cidade, sou interceptada por um dos muitos empregados dos restaurantes que enchem a rua e que nos convidam a entrar.

Na casa dos vinte e poucos. Giro.




- Gostaria de experimentar alguma especialidade húngara?
- Não, obrigada, já almocei - respondi-lhe, com a simpatia de alguém que sabe o que é ter de falar com um público que não quer saber do que temos para dizer.

Achei que ia parar ali. Mas ele contra-atacou com grande pinta:

- E que tal um namorado húngaro?


Made my day.