terça-feira, 15 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
vive la france
Também se deve escrever nos dias maus, não é?
Que dia dos demónios. Hoje o mundo acordou do contra. Aliás, corrijo: acordou contra mim, para ser especifica. Parece que os revolucionários franceses pegaram em armas e decidiram atacar.
Ainda lhes expliquei que até tenho família em França. Paris! (Apesar de nunca ter ido à Disneyland - "É para o ano!", "É a para o outro!", "Para quê a pressa? Não vai acabar agora...", "O quê? São as celebrações dos 20 anos e por isso vão ter desfiles e diversões especiais que te fariam ridiculamente feliz?!". Ok, já perceberam a ideia).
- Não completei nem 4 horas e meia de sono.
- As fontes estão a fazer-se de difíceis.
- Tentei ir às compras. Tarefa falhada: É difícil ser-se alérgico ao leite na Hungria. Não há manteiga de soja num raio de 10 kms. E nem pensar que vou voltar ao paté de fígado do que-quer-que-aquilo-seja.
- Não me venderam o passe mensal de transporte porque são uns otários.
- Estive uns 40 minutos numa fila para depois confirmar que as informações que me deram estavam incompletas.
- Deram-me cabo da programação perfeita da primeira semana de Agosto.
- O saco do lixo rebentou e com o calor que está a cozinha ficou com um aroma espectacular a citrinos (podres).
E isto foram as partes boas do dia.
E nem o wareztuga me ajuda. Vá lá, disponibilizem o episódio (que está atrasado uma semana) para a viciadona em PLL.
Que dia dos demónios. Hoje o mundo acordou do contra. Aliás, corrijo: acordou contra mim, para ser especifica. Parece que os revolucionários franceses pegaram em armas e decidiram atacar.
Ainda lhes expliquei que até tenho família em França. Paris! (Apesar de nunca ter ido à Disneyland - "É para o ano!", "É a para o outro!", "Para quê a pressa? Não vai acabar agora...", "O quê? São as celebrações dos 20 anos e por isso vão ter desfiles e diversões especiais que te fariam ridiculamente feliz?!". Ok, já perceberam a ideia).
- Não completei nem 4 horas e meia de sono.
- As fontes estão a fazer-se de difíceis.
- Tentei ir às compras. Tarefa falhada: É difícil ser-se alérgico ao leite na Hungria. Não há manteiga de soja num raio de 10 kms. E nem pensar que vou voltar ao paté de fígado do que-quer-que-aquilo-seja.
- Não me venderam o passe mensal de transporte porque são uns otários.
- Estive uns 40 minutos numa fila para depois confirmar que as informações que me deram estavam incompletas.
- Deram-me cabo da programação perfeita da primeira semana de Agosto.
- O saco do lixo rebentou e com o calor que está a cozinha ficou com um aroma espectacular a citrinos (podres).
E isto foram as partes boas do dia.
E nem o wareztuga me ajuda. Vá lá, disponibilizem o episódio (que está atrasado uma semana) para a viciadona em PLL.
domingo, 13 de julho de 2014
#Viver em Budapeste
Coisas das quais aprendi a gostar desde que vim para Budapeste:
- Chuva de Verão.
Antes ficava super aborrecida por as nuvens e água me estragarem os planos. Agora abro as janelas e afasto as cortinas. Está tanto calor que estas surpresas que irrompem por um dia sem nuvens e de um sol quente não são menos do que perfeitas.
Sim, vou ter de alterar os planos para hoje. Mas o cheiro das gotas de verão compensa.
- Chuva de Verão.
Antes ficava super aborrecida por as nuvens e água me estragarem os planos. Agora abro as janelas e afasto as cortinas. Está tanto calor que estas surpresas que irrompem por um dia sem nuvens e de um sol quente não são menos do que perfeitas.
Sim, vou ter de alterar os planos para hoje. Mas o cheiro das gotas de verão compensa.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
arredores de Budapeste
Há umas semanas fui a Szentendre. Uma pequena cidade, nos arredores de Budapeste, com aspecto de vila e dona de um charme encantador.
Para lá chegar: uma viagem de 15 kms à distância de um comboio e 155 HUF (cerca de 0,50 cêntimos).
Para nos receber: museus, galerias de arte, casas de doces, gelados, e todas as iguarias húngaras que queiram experimentar. Todos eles, em ruas estreitas e de estilo barroco e com um pedaço de cultura sérvia, alemã, eslovaca e romana.
Vale a pena reservar algum tempo para as fotos expostas no túnel que liga a estação de comboios à cidade. Não as contei, mas chegam concerteza às quatro casas decimais e perpetuam retratos, cerimónias religiosas, quotidiano, história e estórias.
Aqui ficam algumas imagens. (Acho que dá para perceber que adoro detalhes.)
| jogos de tabuleiro que nunca vi na vida |
upside down
"You know what' s worse? I don't know what it's right."*
Zsanett Hanol
* "Sabes o que é o pior? Eu não sei o que é certo."
São tardes de domingo a filosofar com a Zsanett. A frase é dela, os pés são meus, o mundo é nosso. E está de pernas para o ar.
picnic time
Temperaturas acima dos 30º graus ao domingo convidam para um picnic. E a Zsanett convidou-me a mim também. Não há como negar. O local escolhido foi Kopaszi gát, à beira do Danúbio, com Peste no horizonte.
Houve fruta, snacks húngaros, bolachas de cacau, sandes de paté de fígado (que eu comprei convencida que era paté de atum, ou coisa parecida) e formigas, muitas formigas.
| Zsanett, psicóloga, filósofa e fotógrafa nos tempos livres |
sábado, 5 de julho de 2014
supercalifragilisticexpialidocious
Ontem, sexta-feira, dia 4 de Julho assisti ao mais belo espectáculo que os meus olhos já tiveram oportunidade de presenciar. Uma montanha de emoções e surpresas que me deixaram de boca aberta. As surpresas superavam-se uma a outra com regularidade e ferverência tal que se a figura de chapéu peculiar que dominava o palco me visse diria algo como:
"Close your mouth, please, Lily. We are not a codfish."
Já advinharam?
Falo-vos da famosa baby-sitter cujos peculiares métodos para resolver problemas incluem "colheres de sopa de açúcar". Mary Poppins, um dos maiores e intemporais espectáculos musicais. A palavra espectáculo ganhou a noite passada todo um novo sentido. Doravante cuidarei de categorizar de espectáculo com maior atenção e reflexão. É o mínimo que a fantástica produção de ontem merece.
O elenco é absolutamente formidável. As palmas concentraram-se, naturalmente, na actriz principal, no papel de Mary Poppins, que para mim tinha a tarefa de se comparar à maravilhosa e premiada Julie Andrews. Não me desiludiu. Mas a aclamação concentrou-se também nas duas crianças, no papel de Jane e Michael, e na Miss Andrews, cuja curta prestação se concentrou na sua enorme voz e projecção que conquistaram toda a sala, apesar do ar pouco simpático - mas extremamente cómico - da sua personagem.
Uma boa peça de teatro é feita de bons actores. Mas um musical é feito de muito mais. O guarda-roupa é completamente soberbo, não fosse esta produção fruto de uma parceria com a Disney. Os cenários giratórios, de casas gigantes a emergirem do palco, de estrelas incorporadas em casacos dos personagens, e projecções interactivas - com que o Bert nos ilude na famosa cena de pintura no parque. As ilusões de vassouras voadoras, portas que se fecham e abrem com um olhar de Mary Poppins, ramos de flores a surgirem do nada, músicas que nos desafiam a olhar para o céu e luzes que apontam estrelas para o público. Tudo isto com um jogo de luzes e coreografia que não nos deixam ver um único fiozinho que quebre a magia. E viajamos com o chapéu para um universo onde tudo é possível.
[A única coisa a apontar são as falhas nas legendas em inglês, que muitas vezes não estavam sincronizadas com o desenrolar da acção. Mas o que importa isso para alguém que sabe as falas de cor? E garanto-vos que a imersão é de tal forma intensa que o facto de acontecer numa das mais díficeis línguas do mundo torna-se secundário.O que a torna "practically perfect in every way".]
Quando chega a hora de Mary Poppins partir e achamos que já vimos de tudo, a peça encerra com a Mary Poppins a "voar" por cima do público, levando miúdos - e quem é que eu ainda estou a tentar enganar? - corrijo: levando TODA a sala ao rubro. Eu acreditei que isto estava a acontecer. That's quite something, hun?
Deixo-vos um vídeo onde poderão ver alguns excertos da peça, com algumas mudanças no actual elenco, mas que abre o pano para os truques com as vassouras e objectos voadores e para o cenário e guarda-roupa.
A sala de espectáculos acolhe ainda musicais com nomes tão sonantes como eles próprios. Mamma Mia!, Cats e O Fantasma da Ópera são alguns dos cartazes que convidam todos os que passam por Budapeste a esta experiência magnifica da Broadway no Leste Europeu.
E por mais que eu o tente descrever, não há palavras suficientes. Ou talvez exista uma em particular...
"Close your mouth, please, Lily. We are not a codfish."
Já advinharam?
Falo-vos da famosa baby-sitter cujos peculiares métodos para resolver problemas incluem "colheres de sopa de açúcar". Mary Poppins, um dos maiores e intemporais espectáculos musicais. A palavra espectáculo ganhou a noite passada todo um novo sentido. Doravante cuidarei de categorizar de espectáculo com maior atenção e reflexão. É o mínimo que a fantástica produção de ontem merece.
O elenco é absolutamente formidável. As palmas concentraram-se, naturalmente, na actriz principal, no papel de Mary Poppins, que para mim tinha a tarefa de se comparar à maravilhosa e premiada Julie Andrews. Não me desiludiu. Mas a aclamação concentrou-se também nas duas crianças, no papel de Jane e Michael, e na Miss Andrews, cuja curta prestação se concentrou na sua enorme voz e projecção que conquistaram toda a sala, apesar do ar pouco simpático - mas extremamente cómico - da sua personagem.
Uma boa peça de teatro é feita de bons actores. Mas um musical é feito de muito mais. O guarda-roupa é completamente soberbo, não fosse esta produção fruto de uma parceria com a Disney. Os cenários giratórios, de casas gigantes a emergirem do palco, de estrelas incorporadas em casacos dos personagens, e projecções interactivas - com que o Bert nos ilude na famosa cena de pintura no parque. As ilusões de vassouras voadoras, portas que se fecham e abrem com um olhar de Mary Poppins, ramos de flores a surgirem do nada, músicas que nos desafiam a olhar para o céu e luzes que apontam estrelas para o público. Tudo isto com um jogo de luzes e coreografia que não nos deixam ver um único fiozinho que quebre a magia. E viajamos com o chapéu para um universo onde tudo é possível.
[A única coisa a apontar são as falhas nas legendas em inglês, que muitas vezes não estavam sincronizadas com o desenrolar da acção. Mas o que importa isso para alguém que sabe as falas de cor? E garanto-vos que a imersão é de tal forma intensa que o facto de acontecer numa das mais díficeis línguas do mundo torna-se secundário.O que a torna "practically perfect in every way".]
Quando chega a hora de Mary Poppins partir e achamos que já vimos de tudo, a peça encerra com a Mary Poppins a "voar" por cima do público, levando miúdos - e quem é que eu ainda estou a tentar enganar? - corrijo: levando TODA a sala ao rubro. Eu acreditei que isto estava a acontecer. That's quite something, hun?
A sala de espectáculos acolhe ainda musicais com nomes tão sonantes como eles próprios. Mamma Mia!, Cats e O Fantasma da Ópera são alguns dos cartazes que convidam todos os que passam por Budapeste a esta experiência magnifica da Broadway no Leste Europeu.
E por mais que eu o tente descrever, não há palavras suficientes. Ou talvez exista uma em particular...
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sexta-feira, 4 de julho de 2014
adeus carne
Esta é a história de como me tornei vegetariana na Hungria. É uma história curta. Aconteceu esta manhã, quando a minha amiga Alexandra me enviou notícias "fresquinhas" de Portugal.
Foi encontrado ANTHRAX em carne congelada, aqui, na Hungria.
A minha amiga húngara diz que é na parte Este da Hungria, mas aconselha-me a não arriscar e a comer outra coisa qualquer que não carne de vaca. Pois bem, eu digo: nada de carne de todo.
A-C-A-B-O-U!
Já não bastava não haver peixe e agora tiram-me a carne.
Para não falar de que continuo a comprar bolos que penso serem de chocolate e não são.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
50 - 50
Já passaram dois meses.
![]() |
| Castelo de Leiria VS Parlamento Húngaro, Budapeste |
Hoje comi peixe pela primeira vez em dois meses e o meu estômago não gostou. Não sei se já não sabe o que é peixe e rejeitou, ou se por outro lado - esta hipótese parece-me mais plausível - sabe bem o que é peixe e sabe que esta amostra húngara que eu lhe dei em nada se equipara ao nosso peixinho fresquinho português.
Tenho saudades de Lisboa, mas também tenho muitas saudades de Leiria. E da comidinha dos deuses. E dos bolinhos da minha avó. E do meu irmão adolescente. E da família toda. E das primocas bebés e dos primos emprestados. Do Castelo e das minhas amigas do trabalho.
Já só faltam dois meses.
E já tenho saudades de Budapeste também.
miss T-Shirt molhada
Hoje é quinta-feira, dia de reunião da equipa da publicação
alemã do Budapest Times. Sento-me numa secretária livre e tento ser o mais
discreta possível. Vou retirando as minhas coisas da mala uma a uma. Enquanto o
faço, sorrio mentalmente, a pensar no musical da Mary Poppins de amanhã e
equaciono a utilidade que daria à famosa mala da personagem. Tiro o computador,
tiro a garrafa de água. Pouso e arrumo os óculos de sol e substituo-os pelos
óculos de trabalho. Ainda mergulhada no mundo da Poppins bebo um pouco de água
para recuperar do calor que apanhei no caminho.
Não sei se já vos disse, mas digo-vos agora. Estas garrafas
de água são as piores. Têm a pior qualidade de sempre. O plástico é de uma
espessura extremamente fina e frágil, o que as torna altamente maleáveis. E com
isto, tornam-se perigosas de manusear por uma miúda com a cabeça nas nuvens e
universo da Disney e uma sala cheia de gente.
Podem imaginar o que aconteceu.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
memória de peixinho dory
Vou começar a escrever todos os dias na agenda.
Vou começar a escrever todos os dias na agenda.
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