Hoje é quinta-feira, dia de reunião da equipa da publicação
alemã do Budapest Times. Sento-me numa secretária livre e tento ser o mais
discreta possível. Vou retirando as minhas coisas da mala uma a uma. Enquanto o
faço, sorrio mentalmente, a pensar no musical da Mary Poppins de amanhã e
equaciono a utilidade que daria à famosa mala da personagem. Tiro o computador,
tiro a garrafa de água. Pouso e arrumo os óculos de sol e substituo-os pelos
óculos de trabalho. Ainda mergulhada no mundo da Poppins bebo um pouco de água
para recuperar do calor que apanhei no caminho.
Não sei se já vos disse, mas digo-vos agora. Estas garrafas
de água são as piores. Têm a pior qualidade de sempre. O plástico é de uma
espessura extremamente fina e frágil, o que as torna altamente maleáveis. E com
isto, tornam-se perigosas de manusear por uma miúda com a cabeça nas nuvens e
universo da Disney e uma sala cheia de gente.
Podem imaginar o que aconteceu.
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